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CORPO E
ALMA

Tenho
alma profunda, que veste seda branca
E manto negro às escuras.
Alma desnuda, o lado avesso da carapuça,
De aureola dourada e face dupla...
O inverso que me condena e a luz me que
puxa.
Tenho
alma nula...
No desfecho de cada passo
Cruzo os braços e fica muda,
Paraliso o meu olhar, grito e fico surda
Alma
da pureza, corpo da luxúria,
Com esplendor do arco de ouro
E como o ferro que se enferruja.
Alma
de anjo
Corpo de injúria
Alma em carne e osso
Neste corpo se mistura.
Alma
limpa...
Carne suja...
Presa ao cordão de prata
Aguardando a sua fuga.
Leni
Martins
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